segunda-feira, 3 de junho de 2013




Entrevista  “Exclusiva”  

Com Gleiva Félix.

A Educação Ambiental deve ser entendida em seu sentido mais amplo, voltada para a formação de pessoas para o exercício da cidadania responsável e consciente, e para uma percepção ampliada sobre os ambientes em que estamos inseridos.
Transformar e aprimorar a relação entre os seres humanos e desses com o ambiente deve ser o maior objetivo da educação ambiental, lembrando que o termo “ambiente” é muito mais que o ambiente natural: incluímos também os modificados pelo homem, como as instituições sociais, a escola, o ambiente de trabalho, a vizinhança etc.
A Educação Ambiental precisa ajudar a construir novas formas e possibilidades de relações sociais e de estilos de vida, baseadas em valores éticos e humanitários, e de relações mais justas entre os seres humanos e entre esses e os demais seres vivos. Educar significa, em primeiro lugar, “auto-transformar-se”, pois a Educação Ambiental precisa ser transformadora, educativa, cultural, informativa, política, formativa e, acima de tudo, emancipatória.
Sobre esse assunto a Mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi, Gleiva Félix, fala sobre suas experiências na área Ambiental e comenta sobre os desafios de ensinar Educação Ambiental na sociedade contemporânea.

Quais suas experiências na área de Educação Ambiental?
Gleiva Félix: Minhas experiências na área de Educação Ambiental extrapolam a sala de aula, comecei a me interessar pelo tema quando era criança e de forma consciente, minha tia, me levava para a praia ou para trilhas e me orientava sobre o cuidado com o meio ambiente. Em seguida, ao me capacitar na área de Turismo, percebi ainda mais a relevância do tema para a sociedade como um todo.

Que posição a senhora assumi quando se fala que a Educação Ambiental deve ser assumida pelo Poder Público?
Gleiva Félix: Educação ambiental não deve ser assumida exclusivamente pelo poder público, no entanto acredito que por meio da educação, seja pública ou privada, é possível implantar ações que reeduquem a população, independente de condições sociais. Inicialmente é uma questão de conscientização e educação.

E qual é o impacto da Educação Ambiental para nossa sociedade?
Gleiva Félix: Uma sociedade mais consciente com o meio ambiente em que vive, que respeita a si próprio e os outros indivíduos, gera ações conscientes em suas próprias residências e nas empresas em que trabalham. A educação ambiental promove uma cidade mais limpa, mais saudável, reduz o número de doenças, amplia o cuidado com as reservas ecológicas.

Que atitudes os alunos podem tomar para a preservação ambiental? Que dicas práticas sugere?
Gleiva Félix: Bem, sugiro que de uma forma bem simples, mas que gera resultados que eles deem o primeiro passo. Vamos lá: a coleta seletiva de materiais em sua própria residência é uma forma. Você pode transformar o material orgânico em adubo. Caso, você resida em condomínio ou tenha um grupo de vizinhos parceiros, é possível entrar em contato com associações de catadores que recolhem o material reciclável. Lembro que o material reciclável poderá ser reutilizado ou reciclado e isso gera renda ou ainda reduz o consumo contribuindo para o meio ambiente.

Existe mercado para acadêmicos que queiram se especializar nessa área?
Gleiva Félix: Com certeza, hoje existem cursos de extensão, graduação e até mesmo especializações na área de gestão ambiental. Há um mercado em ascensão nos mais diversos segmentos como indústria e serviços com necessidade de implantar ações eficazes de gestão ambiental.


Que mensagem gostaria de deixar para os leitores da Revista?
Gleiva Félix: Cuidar do meio ambiente é cuidar da sua e das demais gerações. É pensar, repensar, reparar, recusar quando necessário, reduzir e reciclar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário