Entrevista “Exclusiva”
Com Gleiva Félix.
A
Educação Ambiental deve ser entendida em seu sentido mais amplo, voltada para a
formação de pessoas para o exercício da cidadania responsável e consciente, e
para uma percepção ampliada sobre os ambientes em que estamos inseridos.
Transformar
e aprimorar a relação entre os seres humanos e desses com o ambiente deve ser o
maior objetivo da educação ambiental, lembrando que o termo “ambiente” é muito
mais que o ambiente natural: incluímos também os modificados pelo homem, como
as instituições sociais, a escola, o ambiente de trabalho, a vizinhança etc.
A
Educação Ambiental precisa ajudar a construir novas formas e possibilidades de
relações sociais e de estilos de vida, baseadas em valores éticos e
humanitários, e de relações mais justas entre os seres humanos e entre esses e
os demais seres vivos. Educar significa, em primeiro lugar,
“auto-transformar-se”, pois a Educação Ambiental precisa ser transformadora,
educativa, cultural, informativa, política, formativa e, acima de tudo, emancipatória.
Sobre
esse assunto a Mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi, Gleiva Félix, fala sobre suas
experiências na área Ambiental e comenta sobre os desafios de ensinar Educação
Ambiental na sociedade contemporânea.
Quais suas experiências na
área de Educação Ambiental?
Gleiva Félix: Minhas
experiências na área de Educação Ambiental extrapolam a sala de aula, comecei a
me interessar pelo tema quando era criança e de forma consciente, minha tia, me
levava para a praia ou para trilhas e me orientava sobre o cuidado com o meio
ambiente. Em seguida, ao me capacitar na área de Turismo, percebi ainda mais a
relevância do tema para a sociedade como um todo.
Que posição a senhora assumi
quando se fala que a Educação Ambiental deve ser assumida pelo Poder Público?
Gleiva Félix: Educação
ambiental não deve ser assumida exclusivamente pelo poder público, no entanto
acredito que por meio da educação, seja pública ou privada, é possível implantar
ações que reeduquem a população, independente de condições sociais. Inicialmente
é uma questão de conscientização e educação.
E qual é o impacto da
Educação Ambiental para nossa sociedade?
Gleiva Félix: Uma
sociedade mais consciente com o meio ambiente em que vive, que respeita a si
próprio e os outros indivíduos, gera ações conscientes em suas próprias
residências e nas empresas em que trabalham. A educação ambiental promove uma
cidade mais limpa, mais saudável, reduz o número de doenças, amplia o cuidado
com as reservas ecológicas.
Que atitudes os alunos podem
tomar para a preservação ambiental? Que dicas práticas sugere?
Gleiva Félix:
Bem, sugiro que de uma forma bem simples, mas que gera resultados que eles deem
o primeiro passo. Vamos lá: a coleta seletiva de materiais em sua própria
residência é uma forma. Você pode transformar o material orgânico em adubo. Caso,
você resida em condomínio ou tenha um grupo de vizinhos parceiros, é possível
entrar em contato com associações de catadores que recolhem o material
reciclável. Lembro que o material reciclável poderá ser reutilizado ou
reciclado e isso gera renda ou ainda reduz o consumo contribuindo para o meio
ambiente.
Existe mercado para
acadêmicos que queiram se especializar nessa área?
Gleiva Félix: Com
certeza, hoje existem cursos de extensão, graduação e até mesmo especializações
na área de gestão ambiental. Há um mercado em ascensão nos mais diversos
segmentos como indústria e serviços com necessidade de implantar ações eficazes
de gestão ambiental.
Que mensagem gostaria de
deixar para os leitores da Revista?
Gleiva Félix: Cuidar
do meio ambiente é cuidar da sua e das demais gerações. É pensar, repensar, reparar,
recusar quando necessário, reduzir e reciclar.

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